quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Dança do ventre masculina

Faltam, nos dias de hoje, muitos modelos masculinos nos quais podemos nos inspirar para poder discernir como os homens poderiam dançar a dança do ventre.

A maioria das professoras de dança do ventre são mulheres, e desta forma, não é de se surpreender eu o estilo que elas ensinam é o tipicamente feminino. Isto deixa ao estudante masculino com duas poções básicas:

1- Adotar o estilo feminino, ou
2- Imaginar para si mesmo como os homens poderiam praticar dança do ventre.

Damos, a seguir, algumas dicas, para aqueles homens que estão “tratando de ficar em contato com o seu lado feminino” sem querer dizer por isto que sejam homossexuais ou gays. Simplesmente são homens que querem ampliar mais o leque da sua personalidade.


Estrutura óssea:

Os homens que estão se iniciando na dança do ventre devem levar em consideração algumas diferenças físicas de gênero:

æ O quadril feminino esta melhor estruturado para os movimentos laterais. O quadril masculino está mais apropriado para movimentos pra frente e para trás.

æ Se um homem intenta fazer movimentos laterais, isto poderá lhe ocasionar uma seria ferida nas costas.



Portanto, se você for homem:
æ Mantenha a ossatura pélvica numa posição neutra e se sinta a vontade para fazer movimentos de traz para frente e vice-versa.

æ Sempre mantenha os joelhos flexionados enquanto faz os movimentos pélvicos.

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Atitude:

O rol histórico dos dançarinos masculinos na dança do ventre é de simbolizar a proteção da mulher. O dançarino deve mostrar poder e diretividade. A maior parte do tempo, o dançarino masculino, deve compartilhar a sua atitude com a audiência, porém, ocasionalmente, ele mostrara que está sendo desafiado. Para isto pode lançar um olhar seguro e firme sobre a audiência enquanto que ao mesmo tempo faz um movimento grande e lento ( por exemplo um circulo frontal com o quadril ou um rolamento da barriga ).

Postura:

Os homens podem mostrar uma presença física marcante colocando o seu peito para fora, os ombros para trás e usar os seus braços para criar uma impressão de maior largura.

Isto se consegue colocando os braços ao lado, os cotovelos moderadamente dobrados e apontando para a direita e a esquerda, braços presos o suficiente ao corpo para mostrar parte do torso, afastados o suficiente para criar uma sensação de maior área.

A postura natural é:

1-Queixo para cima
2-Espinha dorsal reta.
3-Ombros para trás.
4-Peitoral para fora.
5-Braços ligeiramente afastados dos dois lados.
6-Cotovelos moderadamente dobrados.
7-Punhos fechados.
8- Ossos pélvicos centralizados.
9-Joelhos levemente dobrados.
10-Pés afastados e tolamente tocando o chão.


Coreografia:

Geralmente as dançarinas se locomovem em diagonais ou se afastam da audiência, enquanto que os homens tendem a se locomover para a audiência, para atrás ( perpendicular à audiência)

As mulheres geralmente fazem movimentos em um angulo pequeno em relação à audiência , enquanto os homens fazem movimentos para frente ou para atrás , perpendicular à audiência.
Os homens não levantam as mãos para cima tão altas como as mulheres, isto o faz aparecerem vulneráveis. Não dobrar os pulsos

Mãos:

Os homens devem dançar com os dedos juntos, contrariamente às mulheres que o fazem com os dedos abertos.
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Expressão facial:

1-Os homens, igual do que as dançarinas da dança do ventre, podem sorrir o que comunica bom estado de ânimo, confiança e alegria na condição masculina.
2-Ocasionalmente poderão mudar para um olhar mais duro, o que denota poder.
3- Se você for dançarino da dança do ventre mantenha o seu queixo elevado o suficiente para mostrar um olhar, porem, não exagere para não parecer que você está separado ou emocionalmente afastado da audiência. Mantenha sempre “rapport” com a audiência.

Diferenciais de estilo:

Enquanto que as dançarinas executam movimentos suaves, os homens poderão fazer movimentos mais duros

Enquanto as mulheres praticam a dança do vente colocando a parte traseira ou as pontas dos pés no chão, os homens, ocasionalmente usam a parte traseira dos pés e geralmente colocam os pés de cheio no chão para se mostrarem bem aterrados.

Enquanto as mulheres pisam de leve nos seus movimentos, os homens podem colocar certo pesos nos seus passos . Geralmente os movimentos pélvicos estão invertido par os homens , enquanto as mulheres executam movimentos pélvicos suaves, os homens executam movimentos pélvicos “estacatos” durante a dança do ventre .

Quando uma mulher faz um movimento pequeno, o homem faz o movimento grande.

Quando os homens executam os movimentos de cabeça geralmente eles mantém o queixo em posição nivelada ( quando olham para cima , ele usa seus olhos e não a cabeça toda)

Os homens fazem movimentos laterais de cabeça e círculos horizontais, porém mantendo os seus olhos direcionados para a audiência.

O dito acima aponta para os seguintes princípios gerais:

-Não se mostre fraco, nem vulnerável e não abaixe a sua guarda.
-Considere que os princípios acima são somente dicas e tendências e que um dançarino que se adere 110% a estes princípios vai ser percebidos como constrangido pelo público.

O que estamos dando aqui são somente fundamentos a partir dos quais o dançarino pode trabalhar , tente novas coisas, veja se funcionam e desenvolva o seu próprio estilo.


Copyright © 2009-2013 – www.odaliscascostumes.com. Autor: Julio Cesar Tafforelli
All rights reserved. Todos os direitos reservados. Permitida a reprodução total ou parcial desde que seja mencionado o autor


http://www.youtube.com/watch?v=Y1VYYw2oj9Y

Rítmo Rumba Masri - II parte

http://www.youtube.com/watch?v=YVBREonWwUw

Rítmo Rumba Masri - I parte

http://www.youtube.com/watch?v=3iJMXA4La84

Rítmo Baladi - II parte

http://www.youtube.com/watch?v=6bcpQq00KiE

Rítmo Baladi - I parte

http://www.youtube.com/watch?v=yfy1iYHobX0

Rítmo Maksum - II parte

http://www.youtube.com/watch?v=pjFN5WJSG5Y

Rítmo Maksum - I parte

http://www.youtube.com/watch?v=gvVlsP2ooZM

Rítmo Conga Masri

http://www.youtube.com/watch?v=oRsQAehiS4Q

Rítmo Sherk

http://www.youtube.com/watch?v=lm-GEiAnsnA

Dançarina Saida


A dançarina argentina Saida tem mais do que a dança do ventre como forma de contato com a cultura árabe: filha de imigrantes sírios, seu verdadeiro nome é Verónica Helou, já possuindo uma carreira de 18 anos na dança do ventre.

Bailarina clássica desde 1983, ingressou na dança do ventre em 1991 com o mestre Amir Thaleb (diretor da Arabian Dance Company), estudando folclore árabe e a dança árabe performática. Por dez anos, Saida foi a primeira bailarina desta companhia, e em 1994, ela fundou sua primeira escola de dança do ventre, atualmente com mais de 700 alunas.

No ano 2000, Saida passou a divulgar seu trabalho internacionalmente: primeiramente, se apresentou com a companhia de Amir Thaleb em Miami, ao lado do grupo Middle Eastern Dance Exchange de Tamalyn Dalal. Após este show, começou a realizar workshops com o músico Mario Kirlis por vários países, inclusive no Brasil, nos anos de 2003, 2005 e 2006 através do Festival Luxor.

Em 2002, Saida criou o grupo Rakkasah, com o qual realiza apresentações periódicas na Argentina, já tendo se apresentado também no Peru e na Colômbia. E em 2004, passou a integrar o grupo Bellydance Superstars do produtor Miles Copeland, gravando no ano seguinte o DVD "Solos From Monte Carlo" com a música "New Baladi" de Mario Kirlis e a música "El Baston" (presentes no CD Bellydance Superstars 3). Também em 2005, gravou seu primeiro DVD instrucional com o maestro Mario Kirlis.

Saida é uma dançarina reconhecidíssima na Argentina, a única que organizou por lá um seminário internacional de dança do ventre (trazendo nele Amar Gamal), e que é conhecida por todo o mundo. Em 2008, ela obteve o diploma de honra por ser a melhor bailarina de danças árabes na Argentina.

“A Influência da Dança do Ventre na Imagem corporal das mulheres praticantes”.


A sociedade contemporânea levou a mulher a desconstrução da sua identidade feminina. Além dos diferentes papéis que lhe são impostos, a mídia destaca um ideal de mulher que para a maioria está distante de ser alcançado. Muitas atividades físicas e até mesmo a moda, apontam para um perfil estético que distorce a imagem do corpo feminino. Essas questões geraram a necessidade da mulher buscar uma alternativa que a auxiliasse no reencontro com o seu eu-feminino.

A dança oriental egípcia, a dança do ventre, como conhecemos no Brasil, é uma técnica de expressão corporal e artística, que permaneceu através dos tempos, encantando pelo seu exotismo e beleza, mas também pelos benefícios trazidos as suas praticantes. Por ser uma dança extremamente feminina e pela sua origem ritualística, trabalha aspectos profundos da psique, resgatando o feminino primitivo, fundamental para a mulher contemporânea.

No processo de busca do equilíbrio entre as aspirações profissionais e matérias com o bem-estar individual, as técnicas orientais vêm crescendo na preferência do público por tratarem o indivíduo de forma holística (corpo e mente).

As praticas corporais orientais de tradição milenar, e, entre elas, a dança do ventre, trabalham pela respiração e movimentos pélvicos, o equilíbrio das energias através dos chakras, proporcionando uma séria de benefícios físicos e emocionais, inclusive com a prevenção de doenças psico-somáticas.

De origem remota, a Dança do Ventre é proveniente do antigo Egito, surgida há 7.000 anos a. C. Segundo a autora do livro, Dance e Recrie o mundo, Luccy Penna (1996), na sua origem, esta dança tinha uma conotação sagrada, era realizada em Templos em rituais secretos só de mulheres, com o objetivo de reverenciar a deusa Ísis, arquétipo da Grande–Mãe, que dava forças e preparava as mulheres para a gestação e para o parto.

As atribuições artísticas dessa dança só foram agregadas a mesma após a invasão árabe ao território egípcio, misturando as tradições e culturas dos dois povos. A Dança do Ventre atravessou o tempo, agregou características de outras danças, modernizou-se, mas os movimentos característicos dos rituais primitivos e seus benefícios para a mulher só se fortaleceram. Por isso, essa dança milenar continua a ser procurada e desvendada por mulheres do mundo todo em pleno século XXI.

Por ser uma dança inclusiva, pode ser praticada por mulheres de todos os tipos físicos e faixas etárias. Entre os benefícios físicos e emocionais que esta prática proporciona, destacam-se a melhora da postura, a motricidade, o raciocínio e a coordenação. Trabalha de forma lúdica diferentes cadeias musculares, modelando o corpo, afinando a cintura e deixando-o mais feminino. Através dos exercícios pélvicos proporciona uma melhora do metabolismo e uma sensação de bem-estar.

Para identificarmos as influências da Dança do Ventre na imagem corporal de suas praticantes, precisamos entender, através de revisão literária como se dá a sua construção. Entende-se, assim, por imagem do corpo humano a figuração de nosso corpo, formada em nossa mente, ou seja, o modo pelo qual o corpo se apresenta para nós. De acordo com o autor do livro,

A imagem do Corpo – As energias construtivas da Psique, Paul Schillder, 1999, pode-se também chamar de imagem corporal, a imagem tridimensional que todos têm de si mesmo e esta deve ser desenvolvida e construída.

A imagem corporal é uma das experiências básicas na vida de qualquer um. É um dos pontos fundamentais da experiência vital. Em qualquer atitude, desejamos modificar a relação espacial do modelo postural ou do esquema do corpo.Os objetos que usamos, as roupas, as posturas corporais, os penteados que adotamos, alteram objetivamente a imagem corporal, assim como a limpeza e a higiene também. Os seres humanos são cercados por suas imagens corporais. O uso de objetos e roupas é motivado pelo desejo de superar a rigidez da imagem corporal. Outro fator a ser considerado sobre a formação da auto-imagem, é como os padrões de beleza, que são culturais e sociais,interferem na formação da imagem corporal. A mulher quando percebe que seu corpo não está ajustado ao ideal do corpo feminino, ma medida em que é internalizado, torna-o indiretamente responsável por sentimentos de culpa, frustrações e pelo aumento da ansiedade segundo Luccy Penna (1989).

Toda a emoção modifica a imagem corporal, de acordo com sentimentos o corpo se retrai e expande. A experiência do movimento, e principalmente da dança, leva o ser humano a descobrir-se emocionalmente e com isso descobrir a sua imagem corporal também (SCHILDER, 1999 ).